terça-feira, 24 de novembro de 2009

Os heróis abandonados!

Em alguns dicionários podemos encontrar a seguinte definição para a palavra SOLDADO "é aquele que trabalha, voluntariamente ou em consequência de serviço militar obrigatório, nas forças armadas ou forças militarizadas de um país soberano, recebendo treino e equipamento para defender o referido país e os seus interesses. Na sua condição de membro das forças armadas ou militarizadas, tem o estatuto de militar"

O termo "soldado" deriva do Latim: "solidarius" – alguém que é pago para servir.

Ora, se alguem se encontra ao serviço de um terminado país, como por exemplo, os jogadores ou atletas que representam as seleções nacionais em competicções desportivas internacionais, significa que esse alguem, representa e defende os interesses de um povo, de uma nação.

Tal como Camões escreveu em Os Lusiadas "..a ocidental praia Lusitana" fazendo a parte representar o todo, tambem neste caso estas Pessoas, estas "partes" representam o todo, defendem esse todo e/ou os seus interesses.

Podendo eventualmente discutir o sentido que existe na guerra e que interesses defende a mesma, parece-me que é consensual que um Soldado defende, da a sua vida, quer abdicando do seu teu presente para combater, quer arriscando a totalidade da sua existência para defender a nação a que pertence.

Assim, atormenta-me a mente e condiciona a totalidade dos meus planos futuros de construção de uma vida e de uma familia e até da minha lógica em, amanhã, sair da cama para que com o meu trabalho, que originará uma determinada refeita fiscal, contribuir para sustentar um Estado, um País, uma Nação, que recebe (e bem)como heróis atletas e jogadores que dignificam o nome de Portugal alem fronteiras mas onde, 4 em cada 10 dos ex-combatentes do Ultramar são sem abrigo e não teem qualquer protecção social.

Valerá a pena?

Continuaram estes heróis com a FACE OCULTA da sociedade que defenderam?

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João