quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Será que este Messias "Representa"?!

Esta noite fez-se história, pela 1ª vez teremos um Negro, africano, pessoa de cor, preto, seja como o queiram dizer, na Presidência dos EUA.
Será giro ver as mudanças (Change)...
Primeiro o hino americano em versão mixada com participação de Snoop Doog e Dr. Dre e produção de Timbaland.
Depois as comunicações do presidente deixaram de ser na cadeira d sala oval mas sim numa poltrona insuflável, roxa, na piscina, com 5 "damas" bem rol iças, bem loiras..
O carro presidencial passará a ter uma capota e andar com a parte da frente aos saltos...

Agora + a serio..

O ser humano adora a figura de um Messias, que vem salvar todos do Apocalipse.
"Change - Yes we can", foi o slogan da campanha, mas podia ser perfeitamente a frase publicitaria de uma empresa de mudanças de moveis..

Esta figura surge com um discurso inspirador, com uma aura cativadora, uma retórica quase hipnotizante...a questão que se põe é, terá real substancia, será realmente capaz de ser diferente e romper com interesses instalados e jogos de pressão que são quem, realmente dita as regras e tem o poder?!
Será esta aura perigosa?...Hitler, Mussolini, Franco, tinham estas capacidades e foram capazes de produzir o mesmo sentimento nas pessoas, de mudanças, de força perante as dificuldades, (e realmente existiram mudanças, sendo que não foram as desejadas nem aquilo que todos sonharam) sendo que também nessa epoca como hoje, foram contemporâneos de uma crise económica mundial sem precedentes (1929).
Não se imagina obviamente que na nossa era Obama se possa revelar um Ditador ou que ponha em causa os valores pelos quais se guia a sociedade ocidental mas existe sim o medo de que, a tal prometida de e apregoada "Change " seja apenas + um discurso de + um comum politico do séc XXI que com o tempo se transformara em + uma figura representativa e uma fotografia na parede deixando tudo nas mãos de quem sempre govarna realmente nas Democracias, os actores que se movem atrás do pano..

"Change - Yes we hope you can"

Aguardo Nigga!

domingo, 19 de outubro de 2008

Existiram assim tantas diferenças quando comparamos as democracias do nosso mundo actual com as Ditaduras que existem hj e as que existiram noutras epocas?!
Responderam rapidamente alguns: temos liberdade, pudemo-nos exprimir as nossas opinioes, escolhemos o nosso governo e os nossoas lideres, temos meios e mecanicos para alterar a sociedade onde vivemos...
Mas numa outra prespectiva direi que, vejamos, temos 2 partidos, com ideologias longe dos extremos radicais, que alternam no poder, sendo eles composto, apesar do passar dos anos, por um grupo restricto de pessoas, uma elite, que controla esses partidos e por sua vez o poder.Não será este modelo mt parecido com uma ditadura?afinal sao smpr os mesmos k mandam, mas deste modo andamos distraidos, entretios a fazer cruzinhas em boletins de votos..mas o que muda realmente?!

dar as nossas opinioes, protestar, manifestar, ter essa tao desejada liberdade de expressao, muda realemnete alguma coisa?..ou continuam os governantes a eleger os governados e a oreintar td a seu pelo prazer, apenas num sistema + rebuscado que, nao se impoe pela força mas pela inércia..Inercia criada nos mecanismos que existem para por em causa esse mesmos sistemas mas k nao produzem resultados e essa falta de resultados instala um sentimento de impotencia e conformismo afastando todos menos a eliete dominanta dos centros de decisao..

tudo isto se resume num dito de sabedoria popular
"..os cães ladram mas a caravana passa.."

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

"Segue o coração não a razão que não sossegas.."

Diz-me porque é que tens que fazer o que é suposto ser
correcto,
se toda a gente à tua volta disfarça o afecto
Essa máscara que tu usas pode dar bom aspecto,
mas na melhor das hipóteses só revela falso intelecto
Eu sei que foi assim que te ensinaram a viver,
não me venhas dizer que é assim que eu tenho que fazer
Mostras um sorriso quando sentes tanta dor,
dizes que tá tudo bem, eu noto um tremor
Nesses olhos mais expressivos do que mil frases,
vejo frustração em tudo aquilo que tu fazes
Vives em função da opinião de alguém,
que provavelmente nem conheces muito bem
Em 2000 anos de erros calculados,
o hábito não fez o monge, apenas homens falhados
Crimes são perpetuados,
num mundo bem real onde não cabem anjos alados
Essa moral que não praticas mas edificas,
há-de fazer contas contigo pelas vidas que complicas
Pára para pensar no verdadeiro crime,
quando matas à nascença um sentimento tão sublime
Como a semente de paixão que tanto negas,
se não praticas o que pregas, de que valem essas regras?
Piadas de mau gosto para os teus colegas,
segue o coração, não a razão que não sossegas


Tu só fazes - o suposto correcto,
pa dar um bom aspecto, a quem te vir
Tu só me dás - a fé do teu voto,
mas no teu olhar noto, tu tás a mentir
Tu és - frustração, não tens, um alicerce,
então, segue o coração e pensa no meu verso
Tu és - o pecado, o amor é um vício que ofende,
então, volta ao início e aprende


Tu és o palco do cinismo, és o falso moralismo, que eu calo,
és a censura que ainda atinge o teu alvo, antigo
Diz-me o que é mau pra ti, que julgas o que eu pratico,
mas por trás, és capaz, de ser alguém que alguém critique
Tu és o medo de uma escolha que não esconde nada,
no teu silêncio da vergonha que é condenada
Por ti, ordenada por quem,
quando nada é assim, onde nada e ninguém
Tão aplicados em ser perfeitos numa beauty shop,
tu escondes os defeitos, não és puro, és PhotoShop
Tens atracção, pela traição, que é tão ingrata,
és um racista que ama a neta mulata, cresce
O mundo é belo com cores então vai, goza,
sem o sorriso amarelo da revista cor-de-rosa, tá bem
Não vivas em função da reacção, que tanto te empenha,
és um voto contradito em Espanha
Venha, mais uma barriga prenha, tire a próxima senha,
e seja bem vindo à hipocrisia
Que eu vejo no teu protesto, tu nem sabes quem és,
tu tenta lá ser honesto, o resto, do dia

Tu só fazes - o suposto correcto,
pa dar um bom aspecto, a quem te vir
Tu só me dás - a fé do teu voto,
mas no teu olhar noto, tu tás a mentir
Tu és - frustração, não tens, um alicerce,
então, segue o coração e pensa no meu verso
Tu és - o pecado, o amor é um vício que ofende,
então, volta ao início e aprende



Yeah boy, tu és a hipocrisia em pessoa, man
tu és a verdadeira definição de contradição
vê lá se aprendes, man tens um espelho?
vai ao confessionário, man
Yeah

Sam the Kid & Pacman "Auto de Fé" OST - O crime do Padre Amaro

terça-feira, 22 de julho de 2008

Recordar

Recordar...
Voltar a viver algo que não voltará a acontecer, que não existe sem ser na nossa memória, pois apenas ela consegue reproduzir aquele momento tal como o vivemos, juntando aquilo que os nossos sentidos captaram com aquilo que a nossa alma interpretou desse conjunto de sensações.
Recordar é a capacidade de voltar a sentir o mesmo que sentimos num terminado instante, no momento em que esse instante está a ser recordado.
Por muito que possamos recordar um momento vivido com alguém, essa a recordação que temos é única, e os momentos em que essas recordações nos invadem o espírito também.
Recordar provoca muitas vezes uma nostalgia, o desejar que o tempo pudesse voltar para trás, tornando possível absorver um pouquinho + daquele momento, vivê-lo mais intensamente, fazer parar os relógios e eternizar aquele segundo de vida.
O conjunto das nossas recordações são no fundo o resumo da nossa vida, que desejaríamos poder transcrever para um livro, juntar-lhe algumas imagens e descrever os nossos sentimentos para que se torna-se possível transmitir a outros tudo o que significou cada momento da nossa existência, tornar a nossa história eterna, numa recordação "pública".
Será isto que ambicionamos quando desejamos ter sucesso, fazer algo de marcante? É sermos parte da recordação de alguém? Mas a recordação desse alguém será igual a nossa? Seremos recordados e serão as nossas recordações lembradas como desejamos?
Acho apenas que esse livro nunca será possível de construir e que irá desaparecer connosco no momento em que a nossa vida terminar, sobreviveremos apenas, numa recordação de alguém, que um dia, também desaparecerá e levará consigo o nosso último pedaço.

Pratica(mente)

"Se durante o processo de construção,
o autor vos remeter para uma estrutura quase demente
É porque foi usado mais por demais coração
condição absoluta no limiar do obstinadamente.
Esculpindo frases ao sabor da inspiração,
revestidas por minimal batida envolvente
Construindo fortalezas muralhadas de emoção,
provocando aqui e ali a moralidade digente.
E se, de repente, o sonho ganha asas de vulcão,
derramando palavras e punhais principalmente
Requerendo seguramente mais que uma audição,
o que é, por vezes, não existe, mas sim aquilo que se
pressente.
Após longas e repetidas noites de agitação,
o resultado surge... emergente
Esvai-se a permanente inquietação...
Entretanto, Sobretudo, Praticamente."

in Sam the Kid "Pratica(mente)"