segunda-feira, 11 de agosto de 2008

"Segue o coração não a razão que não sossegas.."

Diz-me porque é que tens que fazer o que é suposto ser
correcto,
se toda a gente à tua volta disfarça o afecto
Essa máscara que tu usas pode dar bom aspecto,
mas na melhor das hipóteses só revela falso intelecto
Eu sei que foi assim que te ensinaram a viver,
não me venhas dizer que é assim que eu tenho que fazer
Mostras um sorriso quando sentes tanta dor,
dizes que tá tudo bem, eu noto um tremor
Nesses olhos mais expressivos do que mil frases,
vejo frustração em tudo aquilo que tu fazes
Vives em função da opinião de alguém,
que provavelmente nem conheces muito bem
Em 2000 anos de erros calculados,
o hábito não fez o monge, apenas homens falhados
Crimes são perpetuados,
num mundo bem real onde não cabem anjos alados
Essa moral que não praticas mas edificas,
há-de fazer contas contigo pelas vidas que complicas
Pára para pensar no verdadeiro crime,
quando matas à nascença um sentimento tão sublime
Como a semente de paixão que tanto negas,
se não praticas o que pregas, de que valem essas regras?
Piadas de mau gosto para os teus colegas,
segue o coração, não a razão que não sossegas


Tu só fazes - o suposto correcto,
pa dar um bom aspecto, a quem te vir
Tu só me dás - a fé do teu voto,
mas no teu olhar noto, tu tás a mentir
Tu és - frustração, não tens, um alicerce,
então, segue o coração e pensa no meu verso
Tu és - o pecado, o amor é um vício que ofende,
então, volta ao início e aprende


Tu és o palco do cinismo, és o falso moralismo, que eu calo,
és a censura que ainda atinge o teu alvo, antigo
Diz-me o que é mau pra ti, que julgas o que eu pratico,
mas por trás, és capaz, de ser alguém que alguém critique
Tu és o medo de uma escolha que não esconde nada,
no teu silêncio da vergonha que é condenada
Por ti, ordenada por quem,
quando nada é assim, onde nada e ninguém
Tão aplicados em ser perfeitos numa beauty shop,
tu escondes os defeitos, não és puro, és PhotoShop
Tens atracção, pela traição, que é tão ingrata,
és um racista que ama a neta mulata, cresce
O mundo é belo com cores então vai, goza,
sem o sorriso amarelo da revista cor-de-rosa, tá bem
Não vivas em função da reacção, que tanto te empenha,
és um voto contradito em Espanha
Venha, mais uma barriga prenha, tire a próxima senha,
e seja bem vindo à hipocrisia
Que eu vejo no teu protesto, tu nem sabes quem és,
tu tenta lá ser honesto, o resto, do dia

Tu só fazes - o suposto correcto,
pa dar um bom aspecto, a quem te vir
Tu só me dás - a fé do teu voto,
mas no teu olhar noto, tu tás a mentir
Tu és - frustração, não tens, um alicerce,
então, segue o coração e pensa no meu verso
Tu és - o pecado, o amor é um vício que ofende,
então, volta ao início e aprende



Yeah boy, tu és a hipocrisia em pessoa, man
tu és a verdadeira definição de contradição
vê lá se aprendes, man tens um espelho?
vai ao confessionário, man
Yeah

Sam the Kid & Pacman "Auto de Fé" OST - O crime do Padre Amaro

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